domingo, 30 de maio de 2010

Imagens de Teotihuacán

Pirámide do Sol (dá pra ver o tamanho das pessoinhas lá em cima?)

De cima da Pirámide do Sol

Pirámide da Lua

Mural

Mural

Cerámica 

Escultura em pedra

Formiga teotihuacana carregando pedra. Fica a pergunta: será que seus formigueiros também são em forma de pirámides escalonadas?

Estive aí.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Prismas Basálticos- Huasca

Pra espairar e relaxar da correria da cidade, um domingo em Huasca. Os prismas são formações rochosas interessantes. Como se formaram, não sei.

Passeando pelo centro


Aguascalientes- Feria de San Marcos

Algo que senti do pessoal que tenho conhecido, é que as pessoas não são indiferentes. Tampouco te tratam como alguém exótico. Rola uma camaradagem, um acolhimento e um tratamento de igual pra igual. Isso é, uns 5 minutos de bate-papo e logo já rola partilhar uma breja, um pulque ou um mezcal (mais pra frente um especial sobre as pulquerias). E logo depois de umas bebidas, já rola planejar uns passeios e viagens juntos. 

Assim que fui parar na Feria de San Marcos, no Estado de Aguascalientes, com o pessoal da minha sala.

E dá-lhe pimenta, cabrón!
 Pica nada, magina!

A cidade, interiorana, mais pacata.

Os murais de Diego Rivera

Sim, são fantásticos! São muitos e são demasiados, parecem que tem vida e se modificam a cada olhar. Não importa quantas vezes os veja, ou quanto tempo permaneça investigando minuciosamente cada pequena parte, sempre surge algo novo! Brotam coisas toda hora.

E pra não dizer que eu to inventando que estou no México, uma foto em que finalmente dou as caras!

(Palácio Nacional)

Vive Latino

Tanta coisa já se passou e tanta coisa se passa na Cidade do México, que não dou conta de contar tudo. Um mês e alguns dias, que às vezes já parece uns três. Ao passo que ainda há tanto pra descobrir, que precisaria de uns três anos.

Tive sorte de ir ao Vive Latino, um festival de música de proporção demasiada. Foi em um estádio, o Foro  Sol, e acho que nunca vi tanta gente por metro quadrado na vida. Dizem que no domingo, passaram mais de 60 mil pessoas. E tão pouco vi tantos corpos voando, a 4 ou 5 metros do solo, sem exageros. E não era um desvairado esporádico que surgia no ar que nem massa de pizza, mas uma galera que se lançava. Principalmente garotas. Depois vi a técnica: Havia um carpete que forrava a grama sintética e que logo era transformado em redes de proteção estilo bombeiro. Elas que impulsionavam os pululantes mais empolgados e também os recebia de volta.

Havia quatro palcos, e, desfrutando o grande barato de um festival, tive experiências bem distintas em cada um. O primeiro, maior, vi Julieta Venegas tocar sossegada e a platéia cantar balançando a cabeça suave. Seguida de Panteon Rococó, que botou fogo no paiol. Toda a platéia formava um coro maciço e poderoso. Não só cantavam, mas expressavam com corpo e alma as músicas de caráter político, social e zapatista. Impressionante que eu, mesmo bastante distante do palco, participei do esmaga-esmaga e pula-pula., involuntariamente. Imagino então a força, potência e pressão sobre a primeira fila. Se meus cálculos de física estiverem certos, é sim possível mais de dois corpos ocuparem o mesmo espaço. Alguns até devem ter se desintegrado junto a grade.  

Vi também uma dupla fantástica, Rodrigo e Gabriela, que faziam de dois violões gato e sapato e os transformava em algo muito maior! Teve a chilanga Los Odio com versões debochadas pra músicas consagradas, e a última, a portoriquenha Calle 13, enérgica e em protesto contra a lei de imigração do Arizona.

Não pude entrar com a câmera, então ficam as fotos borradas e cansadas da saída do show e do metrô de volta pra casa.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Aproximações

Muito da Cidade do México me lembra infância e não é por causa do Chaves. Estranho se considerar que nunca vivi aqui e, quando criança, México não passava de uma vila de vizinhos caricatos em des-virtudes e uma fogueira no final da tarde em Acapulco.

O metrô, não importa o quão cheio, é tomado por vozes nasais dos ambulantes vendendo tudo quanto quinquilharia em promoções imperdíveis. Tenho a impressão que os CDs de mp3 são o melhor negócio. Os vendedores usam um sistema bem desenvolvido: carregam uma mochila com design exclusivo para acoplar caixas de som, conectadas ao cd player. Assim, vão passando as faixas em alto e bom som para que se conheça as músicas. Tem pra todos os gostos, para as ‘chicas enamoradas’, temas religiosos para crianças, os hits gringos, as regionais dançantes, Beatles, as clássicas-bregas e até Fagner e Roberto Carlos em espanhol. Só não sei quem veio primeiro, ‘Borbujas de amor’ ou ‘Borbulhas de Amor’. Já o Rei é sensação por aqui, um arraso! Inclusive tem show dele pelas bandas de cá.

Quase todas as calçadas ao redor das estações são habitadas por barracas de comida, roupa, bijuterias, sucos, livros, baboseiras, calçados e tudo o mais. Vale mencionar que a tolerância oficial é grande em relação ao trabalho informal e não regulamentado.

Há também os carros de ‘tamales’ que passam aqui na rua. Sabe ‘pamóóónhas de piracicaba, pamóóónhas fresquinhas, pamóónhas caseiras, é o purcremedo milho!’? Algo assim versão mexicana. Curioso que já ouvi passarem quando era quase 11 da noite. Tem também o mercadão aqui do bairro, onde os vendedores te chamam de amiga e convidam com criativos argumentos a comprar suas frutas e verduras fresquinhas, as melhores relíquias da praça. Não muito distinto das feiras de rua brasileiras, só que sem a dupla imbatível barraca do pastel + Kombi de caldo de cana, e com uma sessão extra de tendas de carnes aterrorizadora, que creio ser proporcional ao consumo. Além dos fuscas.

Outro país, outra língua, outro continente, outra história e uma boa porção de água e terra que nos separa. No entanto, um tantão de coisas que nos aproxima, que faz meu cotidiano familiar e até um bocado nostálgico.