segunda-feira, 24 de maio de 2010

Vive Latino

Tanta coisa já se passou e tanta coisa se passa na Cidade do México, que não dou conta de contar tudo. Um mês e alguns dias, que às vezes já parece uns três. Ao passo que ainda há tanto pra descobrir, que precisaria de uns três anos.

Tive sorte de ir ao Vive Latino, um festival de música de proporção demasiada. Foi em um estádio, o Foro  Sol, e acho que nunca vi tanta gente por metro quadrado na vida. Dizem que no domingo, passaram mais de 60 mil pessoas. E tão pouco vi tantos corpos voando, a 4 ou 5 metros do solo, sem exageros. E não era um desvairado esporádico que surgia no ar que nem massa de pizza, mas uma galera que se lançava. Principalmente garotas. Depois vi a técnica: Havia um carpete que forrava a grama sintética e que logo era transformado em redes de proteção estilo bombeiro. Elas que impulsionavam os pululantes mais empolgados e também os recebia de volta.

Havia quatro palcos, e, desfrutando o grande barato de um festival, tive experiências bem distintas em cada um. O primeiro, maior, vi Julieta Venegas tocar sossegada e a platéia cantar balançando a cabeça suave. Seguida de Panteon Rococó, que botou fogo no paiol. Toda a platéia formava um coro maciço e poderoso. Não só cantavam, mas expressavam com corpo e alma as músicas de caráter político, social e zapatista. Impressionante que eu, mesmo bastante distante do palco, participei do esmaga-esmaga e pula-pula., involuntariamente. Imagino então a força, potência e pressão sobre a primeira fila. Se meus cálculos de física estiverem certos, é sim possível mais de dois corpos ocuparem o mesmo espaço. Alguns até devem ter se desintegrado junto a grade.  

Vi também uma dupla fantástica, Rodrigo e Gabriela, que faziam de dois violões gato e sapato e os transformava em algo muito maior! Teve a chilanga Los Odio com versões debochadas pra músicas consagradas, e a última, a portoriquenha Calle 13, enérgica e em protesto contra a lei de imigração do Arizona.

Não pude entrar com a câmera, então ficam as fotos borradas e cansadas da saída do show e do metrô de volta pra casa.

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