Quando olhei a programação de um festival de cinema daqui, me deparei com "Separado!/ Gruff Rhys". E logo depois, plim: "presença dos produtores + pequeno concerto". Foi como um neon brilhando no canto mais escuro de uma Augusta, numa folha plana de papel cinzento.
O filme, uma viagem nos dois sentidos do termo, ao estilo Super Furry Animals. Gruff saí de sua terra natal, País de Gales, e percorre Brasil e Argentina. O motivo: a busca de parentes galeses que, como diz a lenda, abandonaram o país por conta de um quebra-pau lá nos anos mil oitocentos e bolinha e aí se fixaram e formaram colônias que mantém a língua e certos traços culturais galeses até hoje. Nessa saga, se teletransporta com um divertido capacete estilo power rangers. Chega ao sul do Brasil, mas não encontra nenhum galês. Passa por São Paulo, e aí encontra o doidão Tony da Gatorra - o inventor da Gatorra, esse instrumento meio guitarra, meio batera, eletrônico - com quem faz show e grava um CD, mesmo sem falar a mesma língua. Melhor dizendo, falam em musiquês e nada mais. Saca só a doidera: http://www.myspace.com/tonydagatorra
O CD, The Terror of Cosmic Loneliness, é o que estou ouvindo agora. Ganhei uma cópia "Promotional Copy Only/ Copi Hyrwddo Yn Unig", do próprio. E sim, pode ser bobo, mas me sinto especial e emocionada! Ai-ai.
O show, quase tetê-a-tetê... ai aiiiiii... E mais fotos que tirei:
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