segunda-feira, 21 de junho de 2010

Los Huicholes en la Sierra/ Jalisco

Tomei vergonha na cara, criei um flickr! Lá está o blog de bordô fotográfico dessa viagem:
Los Huicholes.

Queria escrever mais, mas ultimamente tudo anda correndo por aqui!

Jogo do Brasil no México!

Não são poucas as referências brasileiras aqui no México, vira e mexe se vê fumaça verde amarela por aí. Dia de jogo então, nem se fale.

 Em Zócalo.
Alguém deve estar se perguntando: Que raios faz alguém com camisa da Argentina no jogo do Brasil?
Resposta: Torce pelo Brasil, claro!
Cristian, o argentino mais brasileiro que já conheci!
Natalia, argentina com meio coração brasileiro! Comemorando o terceiro gol. Casal fofo!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

E agora já não tenho sono...

... e o motivo, a imagem explica:


Quando olhei a programação de um festival de cinema daqui, me deparei com "Separado!/ Gruff Rhys".  E logo depois, plim: "presença dos produtores + pequeno concerto". Foi como um neon brilhando no canto mais escuro de uma Augusta, numa folha plana de papel cinzento. 

O filme, uma viagem nos dois sentidos do termo, ao estilo Super Furry Animals. Gruff  saí de sua terra natal, País de Gales, e percorre Brasil e Argentina. O motivo: a busca de parentes galeses que, como diz a lenda, abandonaram o país por conta de um quebra-pau lá nos anos mil oitocentos e bolinha e aí se fixaram e formaram colônias que mantém a língua e certos traços culturais galeses até hoje. Nessa saga, se teletransporta com um divertido capacete estilo power rangers. Chega ao sul do Brasil, mas não encontra nenhum galês. Passa por São Paulo, e aí encontra o doidão Tony da Gatorra - o inventor da Gatorra, esse instrumento meio guitarra, meio batera, eletrônico - com quem faz show e grava um CD, mesmo sem falar a mesma língua. Melhor dizendo, falam em musiquês e nada mais. Saca só a doidera: http://www.myspace.com/tonydagatorra

O CD, The Terror of Cosmic Loneliness, é o que estou ouvindo agora. Ganhei uma cópia "Promotional Copy Only/ Copi Hyrwddo Yn Unig", do próprio. E sim, pode ser bobo, mas me sinto especial e emocionada! Ai-ai.

O show, quase tetê-a-tetê... ai aiiiiii... E mais fotos que tirei:
 

domingo, 30 de maio de 2010

Imagens de Teotihuacán

Pirámide do Sol (dá pra ver o tamanho das pessoinhas lá em cima?)

De cima da Pirámide do Sol

Pirámide da Lua

Mural

Mural

Cerámica 

Escultura em pedra

Formiga teotihuacana carregando pedra. Fica a pergunta: será que seus formigueiros também são em forma de pirámides escalonadas?

Estive aí.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Prismas Basálticos- Huasca

Pra espairar e relaxar da correria da cidade, um domingo em Huasca. Os prismas são formações rochosas interessantes. Como se formaram, não sei.

Passeando pelo centro


Aguascalientes- Feria de San Marcos

Algo que senti do pessoal que tenho conhecido, é que as pessoas não são indiferentes. Tampouco te tratam como alguém exótico. Rola uma camaradagem, um acolhimento e um tratamento de igual pra igual. Isso é, uns 5 minutos de bate-papo e logo já rola partilhar uma breja, um pulque ou um mezcal (mais pra frente um especial sobre as pulquerias). E logo depois de umas bebidas, já rola planejar uns passeios e viagens juntos. 

Assim que fui parar na Feria de San Marcos, no Estado de Aguascalientes, com o pessoal da minha sala.

E dá-lhe pimenta, cabrón!
 Pica nada, magina!

A cidade, interiorana, mais pacata.

Os murais de Diego Rivera

Sim, são fantásticos! São muitos e são demasiados, parecem que tem vida e se modificam a cada olhar. Não importa quantas vezes os veja, ou quanto tempo permaneça investigando minuciosamente cada pequena parte, sempre surge algo novo! Brotam coisas toda hora.

E pra não dizer que eu to inventando que estou no México, uma foto em que finalmente dou as caras!

(Palácio Nacional)

Vive Latino

Tanta coisa já se passou e tanta coisa se passa na Cidade do México, que não dou conta de contar tudo. Um mês e alguns dias, que às vezes já parece uns três. Ao passo que ainda há tanto pra descobrir, que precisaria de uns três anos.

Tive sorte de ir ao Vive Latino, um festival de música de proporção demasiada. Foi em um estádio, o Foro  Sol, e acho que nunca vi tanta gente por metro quadrado na vida. Dizem que no domingo, passaram mais de 60 mil pessoas. E tão pouco vi tantos corpos voando, a 4 ou 5 metros do solo, sem exageros. E não era um desvairado esporádico que surgia no ar que nem massa de pizza, mas uma galera que se lançava. Principalmente garotas. Depois vi a técnica: Havia um carpete que forrava a grama sintética e que logo era transformado em redes de proteção estilo bombeiro. Elas que impulsionavam os pululantes mais empolgados e também os recebia de volta.

Havia quatro palcos, e, desfrutando o grande barato de um festival, tive experiências bem distintas em cada um. O primeiro, maior, vi Julieta Venegas tocar sossegada e a platéia cantar balançando a cabeça suave. Seguida de Panteon Rococó, que botou fogo no paiol. Toda a platéia formava um coro maciço e poderoso. Não só cantavam, mas expressavam com corpo e alma as músicas de caráter político, social e zapatista. Impressionante que eu, mesmo bastante distante do palco, participei do esmaga-esmaga e pula-pula., involuntariamente. Imagino então a força, potência e pressão sobre a primeira fila. Se meus cálculos de física estiverem certos, é sim possível mais de dois corpos ocuparem o mesmo espaço. Alguns até devem ter se desintegrado junto a grade.  

Vi também uma dupla fantástica, Rodrigo e Gabriela, que faziam de dois violões gato e sapato e os transformava em algo muito maior! Teve a chilanga Los Odio com versões debochadas pra músicas consagradas, e a última, a portoriquenha Calle 13, enérgica e em protesto contra a lei de imigração do Arizona.

Não pude entrar com a câmera, então ficam as fotos borradas e cansadas da saída do show e do metrô de volta pra casa.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Aproximações

Muito da Cidade do México me lembra infância e não é por causa do Chaves. Estranho se considerar que nunca vivi aqui e, quando criança, México não passava de uma vila de vizinhos caricatos em des-virtudes e uma fogueira no final da tarde em Acapulco.

O metrô, não importa o quão cheio, é tomado por vozes nasais dos ambulantes vendendo tudo quanto quinquilharia em promoções imperdíveis. Tenho a impressão que os CDs de mp3 são o melhor negócio. Os vendedores usam um sistema bem desenvolvido: carregam uma mochila com design exclusivo para acoplar caixas de som, conectadas ao cd player. Assim, vão passando as faixas em alto e bom som para que se conheça as músicas. Tem pra todos os gostos, para as ‘chicas enamoradas’, temas religiosos para crianças, os hits gringos, as regionais dançantes, Beatles, as clássicas-bregas e até Fagner e Roberto Carlos em espanhol. Só não sei quem veio primeiro, ‘Borbujas de amor’ ou ‘Borbulhas de Amor’. Já o Rei é sensação por aqui, um arraso! Inclusive tem show dele pelas bandas de cá.

Quase todas as calçadas ao redor das estações são habitadas por barracas de comida, roupa, bijuterias, sucos, livros, baboseiras, calçados e tudo o mais. Vale mencionar que a tolerância oficial é grande em relação ao trabalho informal e não regulamentado.

Há também os carros de ‘tamales’ que passam aqui na rua. Sabe ‘pamóóónhas de piracicaba, pamóóónhas fresquinhas, pamóónhas caseiras, é o purcremedo milho!’? Algo assim versão mexicana. Curioso que já ouvi passarem quando era quase 11 da noite. Tem também o mercadão aqui do bairro, onde os vendedores te chamam de amiga e convidam com criativos argumentos a comprar suas frutas e verduras fresquinhas, as melhores relíquias da praça. Não muito distinto das feiras de rua brasileiras, só que sem a dupla imbatível barraca do pastel + Kombi de caldo de cana, e com uma sessão extra de tendas de carnes aterrorizadora, que creio ser proporcional ao consumo. Além dos fuscas.

Outro país, outra língua, outro continente, outra história e uma boa porção de água e terra que nos separa. No entanto, um tantão de coisas que nos aproxima, que faz meu cotidiano familiar e até um bocado nostálgico.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Boas descobertas do Chile



Santiago é um charme só, não sei se porque era fim de semana o que tira um pouco do peso da cidade grande, ou porque ela simplesmente o é. Prefiro pensar o último. Até consegui ver os Andes traçados atrás da cidade. Emocionante. Os Andes emocionaram demais, me senti um grãozinho de areia ou até menos diante da imensidão e onipotência da paisagem. Na minha passagem pela região, a paisagem tomou meus olhos e ficou gravada em mim de tal forma que sinto saudades de simplesmente ficar olhando. Já é uma satisfação imensa simplesmente ficar olhando..

Depois dessa declaração sobre os Andes, o outro ponto sobre o Chile fica até pequeno. hehehehe..
Bom, viajar pelo Chile é ótimo mas realmente os terremotos abalaram o turismo. No hostel que ficamos, só estava nosso grupo (tudo bem, éramos 14 pessoas, mas não tinha mais ninguém!). E vale a pena, viu...
Enfim, na nossa caminhada pela cidade passamos por lugares ótimos como o Cierro de Santa Lucia e Cierro San Cristóbal (esse último é legal pra subir de bondinho e assistir um pôr do sol fantástico!). E foi no Museu Nacional de Bellas Artes que fiquei matutando por um tempo, já me explico: na parte da coleção do Museu tinha uma parte sobre religião, nada mais comum em um país com colonização espanhola católica que várias pinturas com essa temática. Porém, havia uma sala pequena com 4 quadros um pouco diferentes, abordavam uma temática religiosa mas com fundo (frente, lados,..) críticos. E dois artistas me chamaram atenção, Cláudio Bravo e Guillermo Frommer. Seus quadros se chamavam Tentaciones de San Antonio. Encontrei a reprodução do quadro de Cláudio Bravo, mas de perto ele é ainda mais fantástico. Os traços são muito realistas e o quadro apresenta diversos elementos que se contradizem. Bom, não sou muito boa falando sobre quadros, então eu o coloco aqui pra quem tiver curiosidade. Ah, o quadro é de 1984.


Ah, meu flickr com algumas fotinhas: www.flickr.com/photos/cacraice

terça-feira, 27 de abril de 2010

Hábituando-se aos hábitos.

Por aqui, existem duas coisas muito comum de encontrar: o cigarro e o mate. O mate não sei se é tão comum por toda a Argentina quanto o é em Santa Fé, o cigarro já pude experenciar em outros lugares poraí desse imenso país.

Logo que cheguei em Buenos Aires, andando pelo aeroporto às 3h da matina, meio acordada meio dormindo, recém saída da guerra-contra-o-cigarro-paulistana, me deparo com um funcionário fumando em uma salinha minúscula dentro do aeroporto (enfatizando o lugar). Como? Não aguentei, perguntei pra outro brasileiro se era realmente isso que eu via, ele me confirmou.
Quando cheguei a rodoviária ainda sob a noite portenha, o cenário só me confirmou o que eu pensava, o cigarro é descriminalizado por aqui! Sim, ainda estou falando do cigarro básico, vendido em qualquer esquina, de tabaco e talz. O que quero dizer é que não há barreiras legais muito menos sociais para fumar em qualquer canto que cada um entende. Inclusive é possível ser atendido por uma senhora e seu cigarro em uma livraria. Ou muitos alunos e aquela fumaça dentro do prédio fechado da faculdade (em salas de aula nunca presenciei, penso que há alguma barreira social ou institucional). Assim, o cigarro é dos 15 aos 80 (talvez chutando alto pras idades) usado e abusado (assim como a frequencia em todas as idades é superior ao Brasil). Aqui fumantes não precisam passar frio ou se isolarem na balada pra saborear seu vício! Creio que os fumantes devam estar delirando com a informação. hahahaha...
O cenário é um tanto assustador mas muito provável o contraste tão forte com São Paulo me abalou (também eu agradecia pela lei anti-fumo me proporcionar saídas de baladas sem parecer que fui eu quem fumei um maço de cigarro ou defumada, pronta, pra ir ao forno). Aqui também se vive a ciência da beleza e da saúde, porém o cigarro não tem todo esse peso contra uma vida saudável como no Brasil. Um traço que julgo remeter àquela argentina ainda tentando européia. Um peso a menos para aqueles apreciadores de uma cerveja e um cigarro: ainda existe vida saudável pros fumantes, e ela está na terra dos hermanitos! hahahahaha..

Já a arte do ritual do mate é cativante. Primeiro a forma de preparo: não se pega la hierba com a bombilla nunca, é preciso uma cucharita para coloca-la en el cebador. A água não pode estar fervendo. E depois o ritual: o primeiro que bebe sempre é a pessoa que prepara, bebe-se todo o mate. Depois coloca água mais uma vez e assim sucessivamente para todos que querem o mate, sempre bebendo tudo (geralmente muitas pessoas vão querer) até que la hierba se encuentra lavada. O mais legal é que isso acontece em qualquer lugar: em uma roda em um asado (churrasco), no trabalho, no meio da aula (inclusive com o professor participando). Não é necessário estar em roda para existir uma roda de mate. E sempre é preciso carregar seu cebador, sua garrafa térmica com água quente, la hierba (claro) e um potinho com açucar pra quem gosta. Isso tudo vai na mochila, bolsa, sacola, pra todos os cantos que for necessário. Claro que lá veio comentário gaúchos: isso mostra que somos mais parecidos com os argentinos! Enfim, né...
A roda do mate mostra o quanto os argentinos são receptivos, todos participam. Em algumas aulas, já fui incluída na roda do mate sem ninguém me conhecer. Sim, os argentinos são muito receptivos e solícitos com todos (inclusive com os hermanos brasileños). E a roda de mate só confirma essa hipótese!
Vida longa ao mate!!


Claro que as vezes o mate não é tão aceito, como em laboratórios! Assim, algumas salas apresentam esse aviso na porta. hahahahahah..
"..bebidas (e) mate.."

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Balanço da primeira semana

Fui ao cinema, sentei na graminha da universidade, me perdi, saltitei com bandas listradas, xadrezas e de bolinhas tocando, fiz yakissoba, me achei, comi e comparti brigadeiro de panela, me perdi e me achei tantas outras vezes. Enfim, já me sinto em casa!

O primeiro festival que fui, Indie-O Fest, compartilho em fotitos:

 Bam Bam: indie rock mexicano e enérgico!

Big Pink



Little Dragon e a japa fofa que lembra Bjork:


E o mais esperado: Deerhunter!


E Marnie Stern, que já tinha tocado, bêbada, entra no palco e causa!

Bundinha nele que nem bunda tem!

Ou, pela cara de satisfação de Marnie, tem e ela descobriu!


O baixista mais gracioso e fofo do universo:


;-)